Mais de 50 contas ligadas a golpe de R$ 37 milhões são bloqueadas para tentar ressarcir idosa que foi vítima
15/08/2026
(Foto: Reprodução) Aposentada perde R$ 37 milhões em golpe do falso investimento no RS
O Poder Judiciário gaúcho decretou o bloqueio de pelo menos 54 contas de pessoas físicas e jurídicas investigadas no esquema de falsos investimentos que fez uma mulher de 70 anos perder R$ 37 milhões. Segundo a Polícia Civil, a expectativa é que os valores encontrados sejam suficientes para ressarcir a vítima.
A informação foi detalhada pelo chefe do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos, delegado Eibert Moreira. O caso é investigado na Operação Criptoabate, que apura crimes de estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
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A vítima transferiu o patrimônio ao longo de seis meses, acreditando que investia em uma plataforma com rendimentos acima da média do mercado. De acordo com o delegado, ela só percebeu o golpe quando tentou sacar o dinheiro e passou a receber novos pedidos de pagamento.
"Ela passou meses fazendo transferências, acreditando que estava tendo lucratividade nessa plataforma. Ela fez diversos aportes, ela enxergava rendimentos acima da média do mercado. E aí, quando ela tentou fazer o saque final, pedir o saque para essa financeira, ela teve o dinheiro bloqueado, até que ela se deu conta que tinha caído num golpe", disse o delegado.
Também nesta sexta (14), um dos alvos da operação foi preso no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em uma ação da Polícia Civil com apoio da Polícia Federal. O homem mora em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e, segundo a investigação, era dono de uma das instituições financeiras usadas no esquema.
Segundo a Polícia Civil, o grupo precisava de apoio no sistema financeiro para ocultar os valores obtidos com as vítimas. No caso investigado, o dinheiro era convertido de moeda corrente em criptomoeda.
"Todo o esquema de estelionato precisa de um suporte no sistema financeiro para fazer a ocultação desses valores. Nada adianta o criminoso arrecadar esse montante de dinheiro se ele não tiver como ocultar", disse.
Ao todo, 10 prisões preventivas foram decretadas pela Justiça. Duas pessoas foram presas na quinta-feira (13), e uma terceira foi presa na manhã desta sexta. A polícia segue tentando localizar os demais alvos.
A investigação apura uma organização criminosa suspeita de operar uma plataforma fraudulenta de investimentos. A Polícia Civil identificou 140 possíveis vítimas em diferentes estados do país.
🚨 A orientação da polícia é desconfiar de promessas de rentabilidade muito acima do mercado, plataformas sem credenciais verificáveis e pedidos de novos depósitos para liberar valores que já teriam sido investidos.
Segundo a Polícia Civil, transações suspeitas feitas pelos investigados somam R$ 30 bilhões. A fraude é conhecida internacionalmente como "pig butchering", ou "golpe do abate de porcos". A prática tem origem no sudeste asiático, em países como Laos, Camboja e Mianmar, conforme a Polícia Civil.
De acordo com a polícia, os investigados se passavam por funcionários de uma empresa identificada como TDASX, que fechou após o início das investigações. O g1 tenta contato com os responsáveis pela TDASX, mas não os havia localizado até a última atualização da reportagem.
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Polícia Civil
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